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THE aponta, entre vários aspectos, a melhoria na qualidade da pesquisa para que a UMN ascenda no Ranking das universidades

 

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O Reitor da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Professor Doutor, sebastião António, apresentou nesta terça-feira, 12 de Maio, no Auditório Viriato Gaspar Gonçalves, Faculdade de Economia da UMN os resultados da Avaliação do Desempenho da Universidade Mandume Ya Ndemufayo no Ranking Mundial das Universidades 2026.

Apesar de figurar entre as 100 Universidades africanas que integraram o THE-Times Higher Education 2026, o mais alto responsável da UMN disse na ocasião que há a necessidade de todos os membros da comunidade académica e científica mostrarem maior empenho, sobretudo nos aspectos considerados pontos fracos, para que a UMN possa alcançar lugares mais significativos no referido ranking

Os aspectos avaliados foram: Ensino, Ambiente de Pesquisa, Qualidade da Pesquisa, Perspetiva, Internacional e Indústria, tendo a UMN obtido o seguinte percentual para cada um dos panoramas:

Ensino - 29.5%, Ambiente de Pesquisa - 29%, Qualidade da Pesquisa: 30%, Perspetiva Internacional: 7.5%, Indústria: 4%.

O THE revelou como pontos fortes: Altas pontuações em relação a instituições globais em equipa internacional e coautoria internacional. Essas métricas também apresentam um desempenho forte em comparação com as pares; A proporção de alunos por funcionário está acima de alguns de seus pares. Quanto às fraquezas, muitas métricas estão abaixo de 25º percentil, a nível global; As pontuações mais baixas são em reputação excelência da pesquisa e patentes. No que diz respeito às oportunidades há a necessidade de se melhorar as pontuações em muitos outros indicadores para apoiar a melhoria do posicionamento nos rankings; Com apenas 34 publicações actualmente num período de 5 anos, um aumento na produção de investigação poderá apoiar outras métricas que são baixas (como a métrica de qualidade de pesquisa). Sobre as ameaças há necessidade de melhoria contínua – a população do ranking cresce ano após ano, manter-se estável geralmente significa declínio, especialmente tendo e conta a última publicação do “WUR 3.0”; A competição regional pode ser uma ameaça para a Angola word university rankings.

O Reitor da UMN apresentou também as seguintes recomendações constantes do relatório: Sobre a Pesquisa: A produtividade da investigação da UMN tem sido de 34 e o impacto nas citações (FWCI médio) é baixo. A UMN deve investir nos seus investigadores e garantir que produzem resultados de qualidade.

Sobre o Rendimento: A pontuação Industry Income da UMN também é baixa quando comparada globalmente no WUR 26. A melhoria do rendimento institucional deve também incluir melhorias na investigação e nos rendimentos da indústria, pois são subconjuntos do rendimento institucional global.

Sobre a internacionalização: A produtividade da investigação na UMN tem sido extremamente baixa nos últimos 5 anos e não cumpre os critérios para a WUR. Apesar disso a coautoria internacional é forte o que demostra um forte potencial caso a produtividade aumente. Desenvolver uma estratégia sólida de parceria global poderia impulsionar melhorias nesta métrica.

Sobre a reputação: A partir de WUR2024, foi implementado um limite de 10% para votos autónomos. Esta foi uma das pontuações métricas mais baixas da UMN e é necessário aproveitar a reputação do ensino e da investigação para melhorar a métrica.

VER RELATÓRIO COMPLETO AQUI

 

UMN ENCERRA COM ÊXITO ACTIVIDADES DO SEU 17º ANIVERSÁRIO

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A Universidade Mandume Ya Ndemufayo completou nesta terça-feira, 12 de Maio, 17 anos desde a sua criação pelo Decreto Presidencial 07/09, de 12 de Maio. Para saudar a efeméride uma jornada de actividades comemorativas foi realizada nos dias 11 e 12 de Maio no Auditório Viriato Gaspar Gonçalves - Faculdade de Economia da UMN.

No segundo dia de actividades e dia do aniversário da UMN, o Magnífico Reitor, Professor Doutor Sebastião António, apresentou os resultados da Universidade Mandume Ya Ndemufayo no ranking internacional, promovido pelo THE - Times Higher Education, instituição de referência mundial na avaliação de universidades. Na ocasião o Titular Singular do Órgão Executivo de Gestão da UMN, destacou o posicionamento alcançado pela Universidade no Ranking Mundial das Universidades 2026, facto que representa um marco importante no processo de internacionalização e afirmação académica da instituição. O Magnífico Reitor, exortou a comunidade académica, em especial aos docentes, a reforçarem o compromisso com a qualidade do ensino, com a investigação científica com qualidade, voltada para a solução de problemas que afectam a nossa sociedade e que identifiquem sempre nas suas produções a UMN, pediu ainda que mantenham o compromisso com a produção académica e que coloquem sempre a Universidade como prioridade nas suas actividades.

Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Limites éticos na ciência médica”, na qual os prelectores reflectiram sobre os desafios éticos enfrentados pelos profissionais de saúde no exercício da medicina e da investigação científica. As intervenções convergiram na necessidade de observância rigorosa dos princípios éticos, morais e deontológicos, sublinhando a necessidade de se preservar a dignidade humana em todas as práticas médicas e científicas. Foram prelectores a Mestre Efigénia Machado (Faculdade de Economia), o Mestre Felizardo Capaxe (Faculdade de Direito); Dr. MD. Especialista em Cardiologia Reginaldo Basquete (Hospital Central do Lubango) e moderadora a Dra. Ariana Silva, Faculdade de Economia da Universidade Mandume Ya Ndemufayo.

A segunda mesa-redonda, abordou a temática da “Ética na investigação científica e tecnológica”, incidindo particularmente sobre os desafios colocados pela utilização da inteligência artificial no contexto académico e científico. Os intervenientes alertaram para a necessidade de adopção responsável das novas tecnologias, defendendo o reforço de mecanismos de prevenção de más práticas científicas, combate ao plágio, à falsificação de resultados e à desinformação académica. Foi igualmente salientada a importância dos projectos científicos responderem aos desafios do desenvolvimento sustentável e produzirem impacto social e económico efectivo. Entre as principais recomendações, destacou-se a necessidade de criação de um quadro jurídico regulador da inteligência artificial. Foram prelectores o Prof. Doutor Francisco Maiato, (Reitoria), o Prof. Mestre Domingos de Oliveira (Instituto Politécnico da Huíla) e o Mestre Abel Zacarias, (Instituto Politécnico da Huíla). Moderador: Dr. Everdoso Chiangalala, Faculdade de Direito de Universidade Mandume Ya Ndemufayo.

No âmbito das actividades culturais e científicas da conferência, procedeu-se igualmente ao lançamento da obra “Os Bantu na Visão de Mafrano, Quase Memória”, da autoria de Maurício Francisco Caetano, momento que constituiu um importante contributo para a valorização da produção intelectual e científica nacional.

O encerramento do evento, ficou marcado pela realização do III Painel, subordinado ao tema “Ética e Direito: convergências, tensões normativas e limites jurídicos”, no qual foram debatidas matérias de elevada relevância ética, jurídica e social. As comunicações incidiram sobre a responsabilidade civil médica em ensaios clínicos e transplantes de órgãos, a recusa de tratamento médico e os limites entre a autodeterminação terapêutica e o dever de preservação da vida, bem como os dilemas éticos e jurídicos relacionados com a interrupção ou continuidade da gravidez em menores vítimas de violência sexual.

As reflexões apresentadas evidenciaram a complexidade dos desafios contemporâneos enfrentados pela Ciência, pelo Direito e pela Medicina, reforçando a necessidade de adopção de abordagens multidisciplinares orientadas pela ética, pela justiça e pela defesa da dignidade humana. Os participantes destacaram igualmente a importância de harmonizar o progresso científico com a salvaguarda dos direitos fundamentais, promovendo uma actuação responsável, humanizada e socialmente comprometida.

O mesmo painel contou com uma comunicação via Google Meet, a apresentação do tema “Justiça Climática e Resiliência Hídrica: Aspectos Éticos”. Centrada nos desafios ambientais contemporâneos, com realce no Sul de Angola. Foi prelector o Dr. Vigílio da Ressurreição Tyova, que enfatizou a importância dos projectos de investigação científica, das políticas públicas, da participação comunitária real, da justiça distributiva bem como da preocupação ecológica. Tendo no final ficado a seguinte reflexão: se a água é considerada vida, investigar a água é servir Angola.

Foram prelectores o Mestre Vigílio da Resurreição Tyova, Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, o Mestre Mohamed Frausto, Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya ndemufayo, o Dr. Erickson Siculino, Juiz de Direito do Tribunal da Comarca do Lubango, Moderador o Dr. Emil Calei Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemufayo.

Ainda no último painel, procedeu-se à apresentação e lançamento do número inaugural da Revista de Estudos Multidisciplinares da UMN, iniciativa que visa fortalecer a divulgação da produção científica e incentivar a investigação académica no seio da universidade Foi responsável pela apresentação a Mestre Leonora Neto, Representante da Suimagem Lda.

Foi também apresentado, pelo Mestre Edson Livongue docente do Instituto Politécnico da Huíla da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, o Repositório Institucional da UMN, ferramenta destinada à preservação, organização e disseminação da produção científica e académica da instituição.

A conferência encerrou com o discurso do Magnífico Reitor, que destacou a importância da celebração dos 17 anos da Universidade Mandume Ya Ndemufayo como momento de balanço institucional, reafirmação do compromisso com a excelência académica e renovação da missão da universidade na formação de quadros, promoção da investigação científica e contribuição para o desenvolvimento sustentável de Angola.

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