UMN e ISUCaL assinam Acordo de Cooperação
A parceria entre as duas Instituições de Ensino Superior (IES) foi estabelecida na tarde desta segunda-feira, 22/06, na reitoria da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN), tendo como signatários o Reitor da UMN, Prof. Doutor, Sebastião António e o Presidente de Instituto Superior Católica do Lubango o Padre, Manuel Kalengue Tchissingui (Ph.D.).
O Protocolo ora assinado lança as bases para a cooperação entre as duas IES nos domínios académico, da investigação científica, da extensão universitária e no âmbito da gestão administrativa de Instituições de Ensino Superior.
O Reitor da UMN, Prof. Doutor, Sebastião António, destacou ser esta uma oportunidade para que as duas Instituições possam levar a cabo a sua missão de ensino, inovação na investigação científica aplicada, extensão e administração, acções que configuram os pilares que sustentam o Ensino Superior.
O Titular do Órgão Singular de Gestão da UMN realçou que a cooperação, que é uma dimensão de extensão universitária, se vai concretizar para que, de modo formal, a UMN e o ISUCal possam agora desenvolver conjuntamente acções voltadas para a formação, investigação científica, identificação de consórcios para projectos de investigação científica entre outras actividades, que proporcionem reciprocidade de vantagens.
“É uma honra ter entre as Instituições de Ensino que cooperam com a UMN, o ISUCaL, pois são duas IES jovens, mas que são portadoras de um manancial de conhecimentos que podem ser aproveitados para que, caminhado juntas possam chegar mais distante, pois na ciência é muito importante ter bons parceiros,” disse o Prof. Doutor Sebastião António. “Queremos que o acordo seja funcional e operacional nas actividades que estamos a propor”, concluiu o académico.
Por outro lado a Presidente do ISUCaL, Padre, Manuel Kalengue Tchissingui (Ph.D.), agradeceu a abertura da UMN em celebrar o protocolo com o ISUCaL, destacando que esta possui bastante qualidade, tantodo ponto de vista da extensão cronológica, como do ponto de vista intensivo e “o ISUCaL procura “ beber” desse manancial que a UMN já possui enquanto IES com nome na região.” O responsável do ISUCaL disse tratar-se de um instrumento de cooperação assinado hoje, para beneiciar as gerações actuais e as futuras, do qual se espera que venha a perpetuar uma relação inter institucional que agora começa.
Testemunharam a assinatura do protocolo membros da direcção e do Conselho Geral da UMN e da Direcção do ISUCaL.
IPH-UMN APRESENTA INVESTIGAÇÃO SOBRE COMPOSTAGEM LOCAL EM CONGRESSO INTERNACIONAL DE AGRO-ECOLOGIA
O Instituto Politécnico da Huíla da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (IPH-UMN), participou no XI Congresso Internacional de Agro-ecologia, realizado de 8 a 11 de Junho, no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Chókwè, Moçambique.
O IPH - UMN foi representado pelo professor e pesquisador Mestre, António Zaquio Chimuco, doutorando em Uso Sustentável da Terra, na especialidade de Engenharia Agronómica, no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, Portugal.
No congresso, o investigador apresentou uma comunicação oral intitulada “Da fertilização convencional à compostagem local: evidências experimentais de transição agro-ecológica na produção de milho em regime de sequeiro no Município do Lubango, Angola”.
O trabalho resulta de uma investigação desenvolvida na aldeia de Poiares, Município do Lubango, envolvendo produtores camponeses e familiares. O estudo avalia o desempenho produtivo do milho sob diferentes modalidades de fertilização e introduz a compostagem local como alternativa agro-ecológica para melhorar a fertilidade dos solos e reforçar a resiliência dos sistemas agrícolas de sequeiro.
Os resultados do primeiro ciclo agrícola mostraram que a combinação de estrume bovino com fertilizante mineral apresentou melhor desempenho produtivo, enquanto a ausência de fertilização registou o menor rendimento. A investigação avançou depois para a produção de composto orgânico a partir de resíduos das próprias explorações agrícolas, promovendo o aproveitamento de recursos locais e a redução da dependência de insumos externos.
A participação no congresso permitiu divulgar evidências científicas produzidas em Angola, reforçar a cooperação académica internacional e alargar redes de investigação e extensão rural nas áreas da agro-ecologia, segurança alimentar, fertilidade do solo e adaptação às alterações climáticas.
O XI Congresso Internacional de Agro-ecologia reuniu investigadores, docentes, agricultores, estudantes e decisores políticos de África, Europa e América Latina, promovendo o debate sobre sustentabilidade agrícola, soberania alimentar e transformação dos sistemas agro-alimentares.

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